Histórico: Anna Bella GeigerFonte da versão: 1 (atual){maketoc}
!Biografia Anna Bella Geiger (Rio de Janeiro RJ 1933) Estudou desenho e história da arte com Fayga Ostrower, no período de 1951a 1953. Formou-se em letras anglo-germânicas pela Faculdade Nacional de Filosofia do Rio de Janeiro. Revolucionou a prática da gravura no Brasil, sobretudo a partir de 1965, com a sua série sobre as vísceras do corpo humano. Foi uma das artistas brasileiras mais bem-sucedidas na introdução da discussão política, mas sem perder a especificidade da intervenção artística. Pouco ortodoxa no uso de materiais, lançou mão de xerox, fotografia, postais, impressos e até mesmo do vídeo para a materialização de suas obras. Entre suas inúmeras exposições, podem-se citar a participação em várias edições da Bienal Internacional de São Paulo; uma individual no MoMA, Nova York, Estados Unidos, 1978; e a representação do Brasil na Bienal de Veneza, 1980. -=IMPORTÂNCIA DE SUA OBRA=- Participou da mostra de videoarte em Filadélfia, Estados Unidos, em 1974, considerada a primeira exibição pública de vídeos brasileiros. Sua obra é marcada por uma veia irônica, chegando muitas vezes a assumir abertamente a inversão paródica como forma criativa. À medida que ela evolui, as implicações ideológicas do universo das artes e do contexto político vão sendo colocadas cada vez mais enfaticamente em discussão. Desde as séries Declaração em Retrato e Passagens (ambas de 1975) até a videoinstalação realizada para a 16ª Bienal Internacional de São Paulo (Mesa, Friso e Vídeo Macios, 1981), a artista vem estendendo para o vídeo experiências iniciadas antes no âmbito das artes plásticas. Seus Mapas Elementares (1976 a 1977), por exemplo, são jogos irônicos envolvendo mapas do Brasil e da América Latina ou aberturas de telejornais, em que se exploram a plasticidade do mapa-múndi, objetos lembrando a forma da América Latina e os próprios trabalhos da artista sobre o assunto (como as suas famosas fatias de pão com falhas no miolo imitando o mapa de Brasil). Nesses jogos de fundo conceitual, Geiger procura discutir o modo como se formam determinados clichês ideológicos e explorar certas similitudes semânticas ou formais ("antropomorfismos", no dizer da própria artista) entre o gesto pictórico e determinados ritmos musicais. !Cronologia -=EVENTOS SELECIONADOS=- *1974 - São Paulo SP - 8ª Jovem Arte Contemporânea - 1ª Mostra de Videoarte, no MAC/USP *1975 - Filadélfia, Cincinatti, Chicago e Hartford (Estados Unidos) - Video Art, no Institute of Contemporary Art, University of Pennsylvania, no The Contemporary Arts Center, Cincinatti, no Museum of Contemporary Art e no Wadsworth Atheneun - 1ª Mostra Internacional de Videoarte *1977 - São Paulo SP - 7 Artistas de Vídeo, no MAC/USP *1981 - São Paulo SP - 16ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal !Obras Selecionadas *((Passagens nº 1)) *((Mapas Elementares I)) *((Local da Ação)) *((Quase Mapa, Quase Mancha)) *((Pão Nosso de Cada Dia)) *((Ideologia)) *((Ambiente Parcial com Retorno ao Sorriso do Gato Cheshire em Alice)) *((Mapas Elementares III)) !Referências *BIENAL INTERNACIONAL DE SÃO PAULO, 16. 1981. São Paulo: Fundação Bienal, 1981. 238 p., il. color. |
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